O abraço: entre o medo e a cura.

fonte: https://serunico.wordpress.com

fonte: https://serunico.wordpress.com

Por Rafael Eid

Uma das frases mais legais que conheço do Osho é aquela em que ele  afirma que a massagem é necessária pois as pessoas deixaram de se tocar, e quanto mais “ civilizada” a pessoa é, menos se permite o toque, menor é a presença do afeto … lordes ingleses da modernidade.

A demonstração de afeto tende a ser rejeitada tanto conscientemente, quanto inconscientemente.  As pessoas até dão aqueles três tapinhas nas costas quando se abraçam, com corpos distanciados, movimento semelhante àquele demonstrado em lutas, quando um dos lutadores quer indicar que deseja parar a luta. Em algumas culturas nem existe toque, somente reverencias distantes.

De forma geral, a demonstração de afeto, a leveza, a alegria são sinais de fraqueza no mundo moderno dos negócios e do dinheiro, e como a gente vive para o deus dinheiro, nada mais “certo” do que honrar seus valores que são rigidez, força, distanciamento… do outro, de você mesmo e de Deus.

Se estivermos atentos, observaremos que existem muitos símbolos em nossas vidas que podem ser identificados. E isso pode ocorrer também nos abraços. A forma desses varia muito, dependendo do que a pessoa quer passar, do que ela sente, dos traumas, das repressões que a pessoa teve ou vivenciou.

Abraço dado de lado, sem encostar o peito significa afastamento ou fuga dos sentimentos que ficam no coração; abraço com a pelves super inclinada para trás significa medo de encostar a pelves no outro, medo da sexualidade, os tapinhas nas costas como afirmei, é símbolo de distanciamento.  Esses significados não precisam ser exatamente dessa forma e também não precisam ser somente eles, mas é um belo começo de pesquisa interna.

E o que acontece quando esse distanciamento, essa falta de toque se torna frequente? Acontece o que nós estamos cansados de ver na atualidade, como é o caso das doenças da modernidade, tais como depressão. Pais não tocam os filhos; irmãos não se tocam; amigos não se tocam. E o poder do toque é extremamente curador. Identifico isso de inúmeras maneiras e fontes. Com o toque, o abraço, o carinho, o afeto, as pessoas trocam energia com as outras, e essa energia é curadora, ela não faz mal. Se existir amor no toque, uma real intenção de cuidado, essa energia não é prejudicial. Se assim o fosse, quem trabalha com cura pelo toque estaria morto em pouco tempo de trabalho.

Mas então Rafa, como abraçar?

Não há uma regra, um “tem que”. Existe intenção, coragem, entrega. Abrace de corpo inteiro, olhos fechados, com o coração encostado no outro coração, por vários segundos, uns dez pelo menos. Se sentir vontade de apertar a outra pessoa, aperte-a; fale o que sente. Se não quiser, também pode se afastar, não tem problema. Abrace de forma reta, se for alto se abaixe, encostando o corpo todo, pelves inclusive.  Você não vai transar com a outra pessoa dessa forma, fique tranquilo, e se sentir incomodo, achando que a outra pessoa tem intenções que você não quer, afaste-se. Mas o abraço de corpo inteiro, sem mente, com sentimento, faz bem tanto para você como para o outro, essa troca de energia é muito benéfica.

Numa busca rápida sobre benefícios do abraço pode se achar:

  1. Melhora a autoestima. O contato físico nas relações humanas melhora a segurança e a autoconfiança;

  2. Ensina outra maneira de se comunicar;

  3. Reduz o estresse e a ansiedade;

  4. Melhora a saúde de nosso coração;

  5. Reduze o medo da morte;

  6. Aumenta os níveis de serotonina.

“Um dos grandes estímulos para a liberação de ocitocina é o contato físico. O abraço nada mais é do que contato físico, uma manifestação de carinho, de acolhimento”, diz Deborah Suchecki, da universidade Unifesp (http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-18732-3,00.html)

“O que a ocitocina faz é modificar as fontes de adrenalina e cortisol, tornando essas fontes menos estimuláveis. Dessa forma, a liberação de adrenalina e cortisol se torna reduzida. A sensação final é de enorme bem-estar. Vamos pensar o seguinte: a ocitocina é liberada no orgasmo. Preciso dizer mais alguma coisa?”, diz a mesma autora no mesmo texto.

Concluindo, abrace mais, priorize esta prática um pouco mais em sua vida. Para isso, fique atendo nos próximos abraços; se entregue mais; não o faça de uma forma mecânica e rápida; leia o seu abraço e o abraço do outro; sinta conscientemente o poder de cura depois de alguns abraços, o quanto você relaxa.

O abraço é muito mais que uma saudação. Ele é cura pelo toque, cura pela entrega; em um abraço real não existe poder ou status, só existem duas almas.

fonte: https://buscadoresdesi.com/2018/12/21/o-abraco-entre-o-medo-e-a-cura/

8 passos para aumentar a intimidade do casal

daricha-e-gurutama-intimidade-casal

 

Qual o nível de intimidade você têm com seu parceiro? Se pudesse colocar em uma escala de 0 a 10 qual seria a nota? O seu relacionamento é longo ou tem apenas poucas semanas? Com que frequência vocês fazem sexo? E a principal pergunta: O quanto de intimidade você ACHA que tem com o seu parceiro?

Não importa o tempo de relacionamento que você têm, podem ser dias meses ou anos, o fato é que muitas vezes achamos que sabemos tudo sobre o outro e, na verdade, não conhecemos a nós mesmos, que dirá o outro.

Tudo é muito simples e complexo ao mesmo tempo. Ao longo da vida, o seu corpo acumula registros de todas as suas emoções, principalmente as negativas mais especificamente, e isso provoca tensão e rigidez que fazem você agir de forma completamente defensiva em relação ao outro, quase sempre de forma inconsciente.

Olhar nos olhos do(a) parceiro(a) pode se tornar um grande desafio quando você tem medo de revelar quem realmente é. Desconhecer verdadeiramente suas emoções e ações te leva a projetar a responsabilidade de suas emoções e sentimentos no outro, criando um círculo vicioso de dor e angústia.

Quando você passa a vivenciar esse ciclo, a possibilidade de se tornar mais íntimo vai por água abaixo e o que te resta são relacionamentos em que você apenas olha para o outro, mas não o enxerga de fato.

Ter intimidade não está exclusivamente relacionado ao fato de você fazer um sexo orgástico. O que conta na verdade é como você se conecta e, consequentemente, como permite que o outro se conecte a você.

Ser íntimo pode estar bem mais ligado a quanto você se coloca em um espaço de vulnerabilidade e confiança e isso é muito mais do que contar nos dedos a quantidade de orgasmos que você teve na última noite de sexo.

Diante disso nós queremos mostrar que coisas simples podem fazer toda a diferença quando o assunto é intimidade. Então vamos te mostrar agora 8 passos para aumentar a intimidade:

·         Sentem-se frente a frente;

·         Façam uma conexão com o olhar;

·         Respirem profundamente e sintam seu corpo relaxando e dissolvendo;

·         Respirem juntos e de forma compassada;

·         Comece com frase: Eu vejo em você...;

·         Diga todas as maiores qualidades que você vê no outro;

·         Sinta a alegria vibrando em seu coração;

·         Abra seu coração para receber os elogios do outro;

Sim, você é tudo isso! Você tem todas essas qualidades. Receba e aceite em seu coração.

Juntos e unidos nessas qualidades vocês são muito mais fortes e íntimos.

Daricha Sundari

Anorgasmia

anorgasmia.jpg

A anorgasmia é, sem dúvida, uma das principais e mais recorrentes disfunções sexuais que acometem as mulheres e consiste em uma dificuldade anormal de se alcançar estados de excitação sexual aptos a proporcionar proporcionar o orgasmo feminino, acarretando enorme frustração em grande parte das mulheres.

É importante ressaltar que o problema se manifesta em vários graus, há mulheres anorgásmicas que sequer tiveram a experiência com o orgasmo e uma parcela significativa tem grande dificuldade de chegar ao clímax ou só conseguem por meio da masturbação, deixando de vivenciar o prazer orgástico com o parceiro ou parceira.

A nossa experiência revela que todas as mulheres possuem capacidade de experimentar o orgasmo, inclusive os tão sonhados múltiplos orgasmos, a não ser que tenham alguma patologia que comprometa essa função no organismo. Ocorre que, a grande maioria dos casos de anorgasmia é de natureza psicológica ou de desconhecimento do próprio corpo, além, é claro, dos casos de total falta de habilidade do(a) parceiro(a), sem falar na pressa que as pessoas tem para fazer sexo, disponibilizando pouquíssimo tempo para a área mais importante da natureza humana, na minha opinião.

Esse problema guarda relação direta com a conotação negativa que atribuímos a tudo que envolve a sexualidade: tabus, preconceitos, sensações de culpa em relação ao prazer, falta de auto-merecimento e a dificuldade de receber, medo de perder o controle das emoções e do próprio prazer.

Evidentemente que isso gera angústia, ansiedade e uma perturbação que inibe a experiência orgástica e fragiliza quem sofre da anorgasmia, desencadeando insegurança, falta de amor próprio, depressão e refletindo, sobretudo, nos seus relacionamentos. Esses fatores psicológicos são muito comuns e precisam ser ressignificados.

E nesse ponto, não dá para tirar também a responsabilidade dos(as) parceiros(as) sexuais, especialmente nas relações heterossexuais, na medida em que a queixa de que os homens pulam etapas importantes da relação sexual tem frequência significativa. Vale lembrar dos casos em que os homens até se preocupam em preparar a mulher para o ato sexual, investindo nas preliminares, mas o fazem de maneira completamente desajeitada, sem ritmo ou sensibilidade.

Justiça seja feita, e essa é a grande verdade, também não se pode atribuir a culpa aos homens por isso, o que ocorre é a absoluta ausência de educação a respeito do tema, não há escolas ou cursos de sexo, e as pessoas aprendem a fazer sexo em filmes pornôs, num aprendizado completamente distorcido da realidade, já que o que se aprende nesse material serve para pouquíssimas pessoas.

Sexo é um aprendizado sim, e, quando realizado respeitando-se as individualidades e as limitações naturais de cada pessoa, pode proporcionar uma vida sexual mais sadia e realizada, o que repercute em todas as áreas da vida. 

Na visão da terapêutica tântrica, a penetração é só mais uma fase do ato sexual e os orgasmos já são experimentados muito antes desse momento, tudo é uma questão de prática, entrega e conexão. A terapêutica tântrica e as massagens realizadas com a técnica correta também proporcionam uma desgenitalização do prazer, além da consciência corporal necessária para que se possa identificar a expansão dessa energia e o prazer que ela proporciona. A descoberta, pela própria mulher, de pontos extremamente erógenos e de elevados potenciais energéticos, torna a experiência orgástica uma realidade.

Em estudo recente da Universidade de São Paulo, constatou-se que 44,4% das brasileiras entrevistadas pela pesquisa Mosaico 2.0, têm dificuldades para chegar lá. No caso das mulheres de Brasília, a porcentagem é ainda mais alta: 45,6% das ouvidas no DF enfrentam essa disfunção sexual. (fonte: metropoles.com).

Aos homens, fica claro que é preciso aprender os caminhos do corpo que potencializam a energia, despertando os receptores dos neurotransmissores e criando novas sinapses neurais que propiciem as condições para o orgasmo feminino.

Às mulheres, a dica é se permitirem a uma viagem sem volta em direção à redescoberta do corpo e ao desenvolvimento sensorial, estabelecendo-se uma conexão com essa energia, livre da conotação negativa da sexualidade, possibilitando a expansão da energia sexual e a dissolução de couraças e bloqueios energéticos que impedem as descargas bioelétricas orgásticas. A importância dessa abertura ao tantra será sentida quando se entrar em contato também com os benefícios alcançados pela liberação hormonal decorrentes da experiência orgástica, o que perdura por várias horas e até dias no organismo, possibilitando uma vida mais plena e realizada.

Por Prem Gurutama

O que é tantra?

Uma rosa é uma oportunidade para a beleza acontecer. O corpo físico é uma oportunidade para o amor acontecer. Tantra é uma oportunidade para a divindade se manifestar através de nós, para que nós, como seres limitados, possamos compartilhar o êxtase do universo
— Osho

A palavra Tantra é de origem sânscrita, a língua sagrada do Hinduísmo. É uma composição derivada da raiz TAN, que significa expansão, teia, ou manifestação e do sufixo TRA, que pode ser entendido como “ferramenta” ou “instrumento”. Assim, Tantra significa instrumento de expansão. Estudiosos acreditam práticas tântricas são um segredo, uma arte sacra repassada geralmente de mestre para discípulo.

O conceito essencial do Tantra é de que tudo está conectado, em expansão e interligado. A prática de Tantra visa a expansão da consciência, um caminho com base nessa energia que, considerando o microcosmo humano, podemos chamar de energia sexual, gerada e aproveitada para a purificação do corpo energético.

Tantra é um assunto muitas vezes mal compreendido no Ocidente, mas na realidade, não há nada particularmente misterioso nisso. Vários milênios atrás, adeptos espirituais do Oriente, reconhecendo as energias dinâmicas do universo e do corpo humano, identificaram a energia sexual como um veículo para a iluminação. Ocorre que, na cultura ocidental, tudo que tem relação com o prazer, sobretudo aquilo que guarda alguma relação com o sexo, é visto como a antítese da iluminação religiosa, em contradição ao Tantra, pelo qual as práticas utilizam-se da energia sexual como um caminho da espiritualidade através do êxtase. Tantra traz a abordagem de que não se deve rejeitar o corpo e os seus desejos, mas, na verdade, abraçá-los no caminho para a iluminação.

No mundo ocidental, até hoje, o Tantra tem a reputação de uma filosofia do sexo livre, ledo engano. O aprendizado do tantra nada tem a ver com se tornar um melhor parceiro sexual. Em verdade, suas técnicas visam o uso da energia sexual para purificar o corpo energético, tornando-se um canal para maior energia e alcance da iluminação espiritual e do êxtase supremo.

Autoconhecimento e aceitação incondicional são as recompensas. Este caminho não é um hábito de orações ou meditações estáticas. É uma rica prática ativa de estimulação sensorial com música, arte, movimento, toques, trabalho de respiração, visualização e a adoração dos aspectos sagrados do corpo. A forma que o Tantra utiliza para que percebamos tudo isso, se dá através de práticas que oferecem experiências vivenciais, através das quais podemos aumentar nossa percepção da nossa natureza divina e da nossa dimensão espiritual.